quinta-feira, 5 de setembro de 2013

CIÚMES DOENTIO.

O ciúmes doentio pode se mostrar em três casos: na forma de ciúmes prevalente (que surge como um traço isolado), de ciúme obsessivo (quando a pessoa tem ideia fixa na traição e não consegue parar de pensar nisso) e de ciúme delirante ( a convicção fantasiosa de que a outra pessoa é infiel, ainda que o fato não tenha qualquer nexo com a realidade).
No primeiro caso, o ciúme se manifesta como fantasias bastante cotidianas, que não trazem nada de bizarro ou esquisito. A pessoa pode acreditar que está sendo traída ou até que é amada á distancia, etc. ( a desconfiança se assemelha à convicção de se estar doente ou infectado por algum vírus, por exemplo).
Quando o ciúmes é obsessivo, a pessoa consome grande parte do dia ruminado uma só ideia: a possibilidade de estar sendo traída. Ela não tem certeza, mas a ideia persiste; acaba se sentindo culpada por investigar a pessoa amada a todo instante, tenta por fim á sua compulsão, mas não consegue.
Já ciúme delirante é, possivelmente, o mais exuberante de todos. Enquanto o ciumento clássico se concentra na pessoa amada e no medo de perde-la, o delirante mantém seu foco na existência de um suposto rival (muitas vezes imaginário) talvez por causa de um desejo velado de competir com ele.
Os delírios de ciúmes aparecem em 16% das pessoa com paranoia.
Por sua natureza, o ciúme doentio estaria mais ligado ao distúrbio psicótico (problemas psiquiátricos marcados por delírios e alucinações). Neste caso, a pessoa não desconfia, mas está convencida de que realmente foi traída, ainda que isso seja uma hipótese absurda.
Escrito por Roberta Medeiros - Revista Psique N° 90

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