domingo, 25 de setembro de 2016

PESSOAS ESTÃO SENDO TRATADAS COMO BENS DE CONSUMO.






É um mundo de incertezas, cada um por si.

Temos relacionamentos instáveis, pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumados com o mundo virtual e com a facilidade de “desconectar-se”, as pessoas não conseguem manter um relacionamento de longo prazo.
É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros.
Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo, ou seja, caso haja defeito descarta-se - ou até mesmo troca-se por "versões mais atualizadas".
Zygmunt Bauman é um sociólogo polonês.

Lendo sobre este assunto, estou na época errada, pois eu ainda acredito nas relações duradouras e prazerosas. Não consigo trocar pessoas, como se troca uma roupa do qual não serviu, não consigo pensar que aquele outro que não deixa de ser eu mesma, possa ser algo descartável.
Hoje eu observo muitas pessoas interesseiras, que são capazes de usar você para benefício próprio, são capazes de apelar, de prometer céus até conseguir o que quer, depois vão buscar em versões atualizadas como diz Zygmunt Bauman.
Mesmo com essa modernidade eu tenho analisado que no fim da história todos buscam algo que traz paz, segurança e prazer.
Talvez essa busca incansável, uma hora desperta um desejo de querer algo duradouro, em minha opinião o que falta é qualidade nas relações, o vazio de ideias, de afeto, de comunicação nos traz um cansaço que muitas vezes dá vontade de desistir. SÓ QUE NÃO!
Desistir das relações é como viver morto estando vivo, toda relação nos traz aprendizado seja ruim ou bom, buscar relações duradoras nos traz cura.
Mônica de Paula Silva


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