sábado, 25 de novembro de 2017

Neuropsicopedagoga explora em livro o mal causado por pessoas controladoras



Quem é que nunca se deparou com uma pessoa controladora? Ou pior: quem nunca foi vítima de uma?



Esse traço de personalidade é muito comum, especialmente nos ambientes de trabalho, onde posições de poder beneficiam o detentor dessa característica. Conforme explica a neuropsicopedagoga Mônica de Paula Silva, o controlador vive angustiado, temeroso, com raiva, inseguro e cheio de ansiedade e, dentro dessas causas apresentadas, acaba se tornando uma pessoa com a qual é difícil conviver, trazendo sérios prejuízos a ele próprio e a quem está a sua volta.



Mônica explora essa característica com riqueza de detalhes em seu livro “Pessoas Controladoras e o Mal-Estar da Convivência”, publicado em 2016 sob o selo Luminária Academia. “Neste livro descrevo alguns tipos de pessoas controladoras e de que forma elas acabam causando prejuízos à vida das pessoas que fazem parte do seu dia a dia, o quanto é insuportável tolerar situações e o quanto perdemos energia psíquica por ter que conviver o tempo todo sendo controlados por alguém”, descreve a autora.



Além de trazer diversas históricas verídicas, o livro é fruto de uma experiência vivida por Mônica. “Tive um chefe muito controlador que causava extremo desconforto não só a mim, mas a muita gente, ao ponto de algumas precisarem de tratamento psiquiátrico. Esse foi o primeiro passo para eu entender como lidar com pessoas controladoras e, principalmente, me reconhecer como controladora também e tentar melhorar esse comportamento que causa tanto desgaste energético”, confessa.



Controladores em todo lugar

O tema também ganha atenção quando analisado dentro das famílias. É comum o assunto ser levantado em relações conjugais, nas quais, em muitos casos, uma das partes é dominada pela outra, o que leva, inclusive, à violência doméstica. Mas o que poucas pessoas sabem é que esse tipo de exploração psíquica também ocorre entre pais e filhos, irmãos e outros membros.



No livro, ela aborda, ainda:

- Controladores na visão de especialistas da saúde mental;

- Transtorno Paranoide de Personalidade ou Controlador Impulsivo;

- Controlador Explosivo e Ansioso;

- Diferença entre o Controlador e o Manipulador/Psicopata;

- Mães Controladoras;

- Amizades Controladoras;

- Mulheres Controladoras;

- Profissionais Controladores;

- Por que pessoas inteligentes se deixam ser controladas ou manipuladas;

- Como sobreviver aos ataques dos controladores e manipuladores.





Muito mais sobre o assunto está disposição do leitor. O livro “Pessoas Controladoras e o Mal-Estar da Convivência” está à venda na loja da editora Multifoco: https://editoramultifoco.com.br/loja/product/pessoas-controladoras-e-o-mal-estar-da-convivencia/. A autora também realiza palestras sobre o tema e mantém, desde 2011, um blog onde posta regularmente sobre saúde mental: www.psiconeuropedagogia.blogspot.com.



Sobre a autora

Mônica de Paula Silva, também conhecida como Mônica Lambiase, é graduada em Pedagogia desde 2004. Concursada pela Prefeitura de Embu Guaçu, atua há dez anos como psicopedagoga clínica, área na qual é pós-graduada desde 2006. Em 2009 pós-graduou-se em Educação Especial e Educação Inclusiva. Incansável e sempre em busca de aprender mais, concluiu neste ano de 2017 outra pós-graduação, desta vez em neuropsicopedagogia.



Também é autora do artigo “Oficina psicopedagógica no tratamento do dependente químico”, além dos livros “Sonhos Não Morrem”, de 2012, pela gráfica Anjos Produções, e “Parecem ovelhas, mas no íntimo são lobos malditos”, publicado em 2014 pela Editora Chiado.



Por Aliz Lambiazzi

Jornalista – MTB: 47788/SP



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